Transparência Indesejável
Hoje marca um dia histórico, pelo menos para mim. Como jornalista não é incomum me encontrar cercado por “diehard petistas”, como gosto de os chamar. São aqueles capazes de desculpar qualquer coisa petista ou lulista, custe o que custar. É comum que estes, no maior contrassenso se considerarmos o modus operandi dos dois governos, se declarem anti-Chávez. Pois bem. Então, por que um momento histórico? Porque á partir de hoje terei um argumento claro e objetivo para os mostrar justamente o que tanto defendem nos botecos cariocas.
O governo Lula, além de desistir da intenção de estabelecer uma comissão direcionada ao esclarecimento e possível punição (sinônimo de castigo, para os que já não reconhecem a palavra) das torturas cometidas durante o período da Ditadura, decidiu manter a intenção de monitorar as linhas editoriais e poder de interromper programas.
E agora? Diga-me João PT, o que tens a me dizer.
Quando Hugo Chávez se Recusou A Renovar a licença da RCTV em 2006, a casa caiu. Para começar todos chamaram de cancelar a licença: O velho jogo das Manchetes. Logo mais começaram as acusações – discursos dos mais vigorosos denunciavam o tirano, ditador, etc. Mas poucos param para ver a lógica, ou pelo menos a profundidade da questão.
Em um documentário já batido no meio jornalístico, A REVOLUÇÃO NÃO SERÁ TELEVISIONADA, se mostra tentativas deliberadas da RCTV durante o golpe de 2002 na Venezuela de enganar os espectadores sobre o que se passava. Ângulos seletivos de filmagem chegaram a inventar um tiroteio entre os que apoiavam Chávez e o “público indefeso”, que na verdade era uma rua vazia. Diante tais ações cometidas por uma emissora poucos dos paises desenvolvidos, se algum, teriam permitido a emissora a voltar a funcionamento pleno no dia seguinte, muito menos por quatro anos, como foi o caso da Venezuela.
Mas deixando de lado a consideração de mérito desta ocasião, podemos afirmar como cidadãos do vigésimo primeiro século que qualquer ação pré-orquestrada para prevenir o exercício pleno da liberdade de expressão é incoerente com os princípios da sociedade moderna. Afirmar por lei o poder “monitorar a linha editorial” constitui tal ação.
Não pretendo defender Chávez,
nem crucificar os demais. Exponho aqui somente uma opinião: No fundo, no fundo, é tudo farinha do mesmo saco. Afinal, são todos governantes, e se diferenciam como tal. E nós, meus caros, somos apenas o povo. E é como povo que expresso, como ainda é meu direito, que hoje, neste novo ano, nosso governo se mostrou transparente, transparentemente retrógrado.


Não pretendo defender as violências cometidas pelo Hamas. Muito menos saber como resolver as cicatrizes que sobraram de tantas injustiças cometidas pelos dois lados. Mas me ocorre que não se passa de uma questão administrativa. Acredito que Israel deveria agir como a democracia mais experiente que é, e chegar a um acordo mutuamente agradável para resolver este conflito. Enquanto não enxergarem que o convívio sustentável (termo que deveria ser redundante por principio) se baseia no equilíbrio de satisfação, a paz continuará sendo um sonho. A boa administração requer cedências.
nda já funcionou. A CNN e a Reuters fizeram com que o mundo ficasse feliz com a idéia. Foi um esforço tão eficiente quanto aquele que faz o carioca pensar que está andando de metro enquanto fica em pé num ônibus de Copacabana à Barra.




