Desgraças Semelhantes
A administração é uma arte. Um grande administrador deve considerar sempre seus objetivos e encontrar um meio termo que agrade todos os lados. Isso as vezes requer a humildade de aceitar pequenas derrotas, ou rever suas políticas anteriores. É assim que defino, pessoalmente, a administração exemplar.
O governo Israelense tem tomado a posição de que a invasão e bombardeio de gaza, que matou tantas crianças, mulheres, e civis em geral, foi um sucesso. Pergunto: Como? Mil vezes, como? Fiquei calado sobre esse assunto durante semanas aqui no blog por temer que minha emoção distorcesse impedisse um discurso objetivo. E por mais que receio ser atacado como isso ou aquilo por minhas opiniões, os recentes discursos de Tzipi Livni não me permitem continuar calado. A ministra de Relações Exteriores ousou exclamar que “a vitória” de Israel deveria servir como um exemplo do que pode ser feito no Oriente Médio. Não posso concordar. Nos meus olhos a tal vitória foi nada mais que um holocausto. O extermínio sistemático durante vinte e tantos dias de uma população que ao passar das décadas foi cada vez mais encurralada em um pequeno território. Tudo isso às mãos de um povo que a pouco tempo sofreu desgraças semelhantes. Como disse Churchill “independente da beleza da estratégia, ocasionalmente deveria se olhar o resultado.” Até onde a lógica pode intervir no bom senso.

Diante do discurso da ministra e as recentes ações prefiro me abster de opinar muito além do que já fiz, e assim fecharei o texto relembrando dois ditados. O primeiro do jornalista G.K. Chesterton direciono a tantos veículos do mundo que compraram um lado do conflito cegamente. “Falácia não deixa de ser falácia somente por virar moda”. E por ultimo algo dito pelo ex-presidente dos Estados Unidos Andrew Jackson, “Um homem de valor defende aquilo em que acredita, mas requer um homem ligeiramente melhor do que este para ceder imediatamente e sem restrição quando esteja errado.”